E se eu te falar que tá tudo bem?


Desde de um tempo pra cá eu mudei muito minha forma de pensar a respeito de corpo e saúde. Além de focar em questões feministas. Com isso, muitas vezes minhas novas opiniões e ideais acabaram sendo apedrejados pelo caminho. Vamos as explicações.

Sim eu sou feminista, e isso muda tudo.

Eu passei muito tempo, muito mesmo, odiando quem eu sou. Sentindo pena de quem eu sou. Me vitimizando por não ser de um determinado jeito. Eu passei anos pensando que de alguma forma, eu estava errando na forma de ser, bem, a Driele. Me levaram anos para entender que todas essas coisas que eu não era ou possuía, como ser magra, ser bonita (dentro dos padrões), ter isso, usar aquilo, tudo isso é na verdade apenas uma ponta muito pequena de um iceberg enorme que o ser humano pode ser. Olha só, com o feminismo eu entendi que eu poderia aceitar meu corpo. Assim mesmo, fácil e sem traumas. Que ser gorda, g-o-r-d-a, que é o que eu sou, não passa de uma característica, assim como alto, magro, baixo. Eu sempre digo e repito, só porque o mundo inteiro fala que algo é certo, não quer dizer que é. Não funciona assim. A noção de certo e errado é tão volátil quanto a noção do que é beleza. O que realmente faz alguém bonito? E mais importante, por que ainda nos tratamos como seres perfeitos? Por que ainda nos cobramos padrões que nos deixam doentes e ocupam nossas vidas de uma forma tão cansativa? Mas sabe, tem algo que me deixa mais triste, por que cobramos isso dos outros?
Numa das discussões recentes que tive com uma amiga, ela brincou falando que meu cabelo estava com raiz muito grande. (meu cabelo é loiro escuro e eu pinto de vermelho) Eu simplesmente respondi o seguinte pra ela: "Sabe, seria estranho se eu não tivesse raiz, significaria que meu cabelo parou de crescer e que eu parei no tempo. Raiz é algo natural, não tenho que ficar preocupada com isso." E qual foi a resposta dela? "Driele você anda muito sensata ultimamente, tá insuportável." Vocês entendem isso? Eu sou errada por ser sensata. Sou errada por me aceitar. Eu sou errada por ser humana e permitir que coisas como a cor natural do meu cabelo apareça. Rá! Há tantas inversões de valores ultimamente que me deixa doente.

Mas você quer saber o que nunca te contaram durante todos esses anos?


Que você já é suficiente sendo exatamente quem você é. Você não precisa se comparar aos outros. E ninguém tem o direito de te criticar. Porque acima de tudo, o corpo de ninguém é público e muito menos a nossa sanidade.


Eu vou deixar o link de algumas páginas que eu sigo no Facebook, que me ajudaram muito a me aceitar. Existe uma parte podre e feia dos seres humanos que gosta de se hospedar e habitar a internet para acusar e apontar 'defeitos' alheios. Mas eu sei que ainda há pessoas boas, que conseguem enxergar o que é invisível aos olhos, e muitas delas criam páginas bonitas na internet para ir contra a correnteza. Então, experimente, vá contra a correnteza, ou ao menos perceba que tudo que você já ouviu impondo contra sua imagem é um preconceito muito bem enfeitado. De gente que lucra com sua baixa estima. ;)

Links maravilhosos <3

Não Sou Exposição, Não Me Khalo, Lugar de Mulher, Beleza Sem Tamanho, Garotas Rosa Choque, Amy Poehler's Smart Girls, Brigadeiro de Alface, Entre Topetes e Vinis, Anna Bolenna - A perturbada da corte.

Espero que de alguma forma - se não da melhor - isso te ajude a entender esse mundo louco que vivemos, e te faça expandir sua mente.

Au revoir





Postar um comentário

© Não Seja Julieta. Design by Fearne.