3.30.2015

As janelas sob escada

Bom, como eu já mostrei nesse post aqui  algumas imagens de lugares para relaxar e ler um bom livro, resolvi mostrar para vocês outra coisa que também me inspira muito. Janelas. Parece meio bobo, porém se você procurar no Pinterest ou Tumblr vocês irão se deparar com inúmeras fotografias incríveis. É como se você pudesse ver algo através delas (das janelas), além do que já se encontra lá. E muitos fotógrafos que eu acompanho conseguem retratar essa 'magia' inserida nas janelas, sendo elas de todos os tipos. É claro que eu normalmente deixo minha imaginação aflorar, mas é praticamente impossível não fantasiar, olha só:










Vistas pelo lado de dentro ou de fora, a sensação é sempre que estamos observando algo que não deveríamos, é como se a qualquer momento algo fosse aparecer, e nos fazer vislumbrar algo que deveria permanecer oculto. O que, por mais que soe estranho, não deixa de ser mágico. E se não conseguiu sentir isso, sugiro que olhe novamente.
Eu ando meio sumida ultimamente, mas a faculdade está ocupando muito do meu tempo, como deveria. Espero publicar mais posts em breve :)

Boa semana ^^
Au revoir


3.26.2015

Filme Noir

- fotos fora de serie -

Abertura: f/1.8 | Câmera: Nikon D3200 | Distancia focal: 50.4mm | ISO 100 | Velocidade: 1/15s

3.22.2015

Na estante: O Visconde Que Me Amava

Toda vez que leio um livro que mexe com minha cabeça como Garota Exemplar, consequentemente eu escolho um livro mais 'leve' para me aventurar. E os livros da serie "Os Bridgertons" são sempre bem vindos nesse requesito. É sempre um prazer voltar a Londres de 1814, desfrutar de bailes e da companhia de damas e cavalheiros da alta sociedade. Ou não, nunca se sabe.
Como de costume, somos apresentados a uma fração da memoria de um dos personagens principais, geralmente de sua infância. E é essa memória que acarretará inúmeros problemas na vida de todos os envolvidos. A história do segundo livro da serie "Os Bridgertons" se mostra bastante semelhante com a do primeiro livro, resenhado já no blog: O Duque e Eu. O que honestamente, me deixou muito decepcionada. Pois comparado ao primeiro livro, a história deixa a desejar. Tanto pelos personagens fracos, como pelo enredo totalmente previsível. Acompanhamos a história de Anthony Bridgerton, o mais velho da família, que decide que é hora de de casar e formar uma família. De outro lado temos Kate Sheffield, a mais velha de sua família também, que está decidida a não se envolver com libertinos e charlatões. E aquela velha história dos opostos se atraindo se repete.
Entre bailes, encontros furtivos, passeios no parque e jantares elegantes, a autora se importa em passar mais romantismo em qualquer gesto, do que a personalidade dos personagens. Uma das coisas interessantes é que Anthony e Kate parecem conhecer a si próprios melhor quando estão juntos do que separados. Sua dúvidas, medos e anseios são melhor resolvidos e confrontados quando o improvável casal compartilha situações ao longo da leitura. O que me faz pensar que eles são almas gêmeas, uma vez que o medo de não estarem juntos ultrapassa qualquer temor retraído em suas entranhas.
Que a sociedade do 1814 era machista, isso é claro, mas definitivamente Anthony Bridgerton é um dos piores personagens que tive o desprazer de conhecer. Inúmeras vezes ele trata Kate como um objeto, e chega a declarar que ela não é 'bonita do jeito certo'. Apesar de entender em que época a história se passa, a autora que escreve os livros vive no século 21. Era de se esperar que ela apontasse outras características em homens e mulheres, uma vez que a imagem da mulher não deveria ter que agradar ou não alguém. Além de colocar Kate sob a sombra de baixa auto estima constante, que precisa ser elogiada pelo homem em questão. Triste.
Mesmo antes, personagens femininas retratadas como fracas, que precisavam que sua imagem fosse 'melhorada' por personagens masculinos e que sempre precisavam serem salvas me incomodava. Por isso, todas as vezes que eu começo um livro, eu torço para que haja personagens femininas que saibam o quão incríveis elas são, sem precisar da aceitação e afirmação de ninguém. Eu torço para encontrar heroínas.
O Visconde Que Me Amava foi lido em uma tarde de domingo chuvosa, e apesar das ressalvas, foi apreciado. Eu tenho mais alguns livros desse serie a terminar, e espero que a autora me surpreenda em suas próximas histórias. Estou ansiosa por isso.

Boa semana, vejo vocês em breve :) 
Au revoir

3.20.2015

Um dia de cardigã vermelho

Acho que hoje foi o primeiro dia do ano em que eu pude usar uma blusa de frio durante o dia todo. Pode parecer bobo, mas para uma pessoa apaixonado por chuva e frio, é como se fosse um milagre. Faz tanto tempo desde que pude usar meu cardigã, que meu humor melhorou e consequentemente minha criatividade despertou. Então fotografei. Acho que não há nada como um dia de chuva para melhorar tudo. Dizendo isso a pessoa que mora na cidade mais quente do estado (talvez não seja, mas é como eu me sinto).
Pra quem não sabe, eu tenho uma cinquentinha, uma lente clara, fixa e que quase me mata do coração <3. Eu pretendo trazer um post falando um pouco mais sobre ela daqui a algum tempo, mas nesse post quero mostrar que o foque e desfoque dela é maravilhoso. Eu demorei muito tempo para pegar o jeito certo de mexer nela, mas depois que você consegui, o resultado é muitas fotos maravilhosas.
As fotos começaram como um teste, mas eu gostei tanto do resultado que resolvi postar aqui no blog. Eu estou devendo posts sobre fotografia, mas pretendo acertar tudo o quanto antes. É claro, preciso fazer minha cachola funcionar também. Nos próximos dias acho que estarei mudando o layout do blog, mas dessa vez algo mais pessoal, então qualquer problema que possa ocorrer será temporário :)

Desejo um final de semana com muita chuva e cardigãs quentes para vocês
Au revoir

3.17.2015

Bibliotecas particulares

Uma das coisas que vou fazer quando for mais velha, é abrir uma livraria. Não sei se essa livraria será na mesma cidade que me encontro agora, mas não vejo uma aposentadoria melhor que essa. A minha livraria será algo provençal e intimo, como se fosse uma extensão da minha própria casa, só que em um endereço diferente. Pensando nisso, eu decidi inspirar vocês também. Separei algumas imagens que encontrei no Pinterest para dar uma ideia de como eu imagino as paredes da minha casa e consequentemente sua extensão (livraria). Quem tem paixão por livros provavelmente vai ficar tão extasiado quanto eu. Quer apostar? =D
Eu vejo livrarias ou bibliotecas como um porto. Um porto onde o sol está nascendo, e em sua baia há milhares de barcos esperando para serem desancorados. Há pequenos barcos de madeira azul, barcos com velas decoradas com lobos e dragões. Há barcos com marcas que me lembram cicatrizes e há aquelas barcos com a pintura meio gasta e velas chamuscadas, mas esses serão os únicos a te levar para mares misticos. Há também barcos vermelhos, mas não um vermelho qualquer, digo um vermelho rubro, intenso, é um daqueles vermelhos que trazem morte, tristeza e conhecimento, mas você tem que pagar o preço. Há barcos com gravuras incrustadas em toda sua extensão, e é bom que você guarde bem essas marcas, pois serão elas que abrirão passagens para os segredos dos inúmeros mares da sua imaginação. Preparados para zarpar?
"Eu amo entrar em uma livraria. É como se todos meus amigos estivessem sentados nas prateleiras, acenando suas páginas para mim." - Tahereh Mafi

As sensações descritas no post são pessoais. Mas é claro que alguém pode se identificar :) E você, também pensa em ter um comodo na sua casa apenas para seus livros? Gostaria de saber ^^

Espero que tenham gostado
See you

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