Contos de Fadas minimalistas

Quando eu fiz o post "Quase uma resenha" muitas pessoas se identificaram com ele. Algumas com o livro, pois tiveram o mesmo livro quando crianças. Outras com o texto, sobre dançar com seus próprios demônios e ainda sim sentir orgulho de ser quem você é. E outras pessoas se identificaram com tudo, pois nostalgia é algo doce de se experimentar. Sempre que trago um assunto para o blog eu me preocupo infinitamente se ele vai agradar a mim (além dos leitores, claro). Eu gostaria de ler isso? Eu gostaria de saber isso? Se a resposta é sim, é um bom post para o Não Seja Julieta. Apesar das peculiaridades de cada um, acho que conhecer algo novo, independente quem o escreva, é válido.
E já que eu estou muito no clima *meu deus como eu amo princesas, dragões e aventura!!* eu resolvi trazer pro blog duas coisas que separadas já são incríveis, e juntas então, é muito amor pra pouco escrita ou imagem heheheh
Minimalismo é um movimento que expressa uma ideia utilizando poucas formas. É como se ele instigasse seu cérebro a pensar e procurar sobre o que você vê. Porém deixando você utilizar apenas as peças centrais do quebra cabeça. Quão maravilhoso é isso?










Okay, admito que o post ficou um pouquinho longo, mas valeu a pena né? Meus posters preferidos são o da "Chapeuzinho Vermelho" e o do "O Mágico de Oz". E o de vocês?

Espero que tenham gostado :)
Au revoir

Na estante: Ladrões de Sonhos

Faz algum tempo que eu não acompanhava uma serie, porque ao meu ver, series são um problema. Se você acha uma boa, então vai existir toda aquele nervosismo sobre o próximo livro, o que pra uma pessoa ansiosa como eu, não faz bem. E algumas vezes você encontra uma serie ruim, bom, ai é pior ainda, porque além de você ter que terminar a história que começou, você tem que esperar para ler um livro chato. Eu comecei a ler a serie dos "The Raven Cycle" e fiquei muito animada para continuar, ótima serie. Porém "Ladrões de Sonhos" me desanimou um pouco. Eu acho que o problema maior foi minha expectativa, o primeiro livro da serie, "Os Garotos Corvos"  é incrível, narração, personagens, enredo, timing, tudo impecável. Se existisse uma escala de classificação no blog, esse livro teria tirado nota 8. Porém o segundo livro da serie troca totalmente de perspectiva. A busca por Glendover é coloca inteiramente de lado, e a narrativa muda de foco também. Se antes ela era concentrada em Blue, agora ela muda para Ronan. Eu não acho isso ruim, não acho que esse foi o problema, mas se você vai tirar o personagem principal de foco, é bom que a troca seja por alguém igualmente interessante. Eu gosto de Ronan, mas a autora quer manter tanto mistério sobre ele, que ela não desenvolve o personagem. É como se ela dosasse o quanto vai mostrar de cada personagem com um conta gotas. Isso é preocupante, porque essa serie possuí quatro livros, e julgando que estamos perto do fim, eu ainda não sei muito sobre os personagens. Eu terminei de ler o terceiro livro da serie, "Blue lily, lily blue" e realmente, a autora nos deixa com sede para saber o que vai acontecer, mas também uma grande incógnita sobre quase tudo. Eu entendo que trabalhar com muitos personagens é difícil, é trabalhoso, e engenhoso, porém eu li a serie das Cronicas de Gelo e Fogo e nem se quer por um momento, eu me  esqueci da personalidade de cada um. Se sua história contará com mais de 20 personagens, ótimo, só que escreva de una forma coesa sobre eles. Eu amo mistério, mas é uma lastima que a autora tenho se esquecido de como usa-lo.
Depois desse desabafo, você deve pensar que o livro seja ruim, errado. Ele é fraco, apenas. Ele continua contribuindo com a história, só que de uma forma um pouco diferente. Nele são apresentado o Sr. Cinzento, um personagem que fará uma grande diferença na serie. Além de termos mais contato com Adam, e como suas decisões afetaram o que ele está se tornando. A autora também nos conta mais sobre Gansey, um personagem fielmente apaixonante.
Nesse livro nós conhecemos mais sobre o Ronan. Vemos através daquela pose arrogante o que fez com que ele se tornasse tão 'cortante'. O interessante é que no final do livro é revelado uma coisa tão surpreendente sobre o personagem que fez com que eu relesse o capitulo mais três vezes. Sabe aquela coisa do "Eu li mesmo isso?" Mesma reação acontece quando autores matam personagens, é uma vida. Mas mesmo assim, mesmo o livro inteiro sendo sobre Ronan, pouca coisa é dita. Mas ao menos eu consegui me afeiçoar mais com ele, ponto pra Maggie :)











Entre um problema e outro, eu achei que Maggie foi bem corajosa em mudar seu personagem-foco. Fico feliz em saber que ela é uma autora que toma riscos com sua história, isso me faz ver o quão mutável a escrita pode ser. Eu posso não ter "Ladrões de Sonhos" como meu livro preferido, mas a serie "The Raven Cycle" com certeza está entre as melhores. Eu sou uma pessoa ansiosa, já disse isso? Eu comprei e li o terceiro livro da serie "Blue lily, lily blue" em inglês, tamanho meu desespero para saber a história. E o terceiro livro é incrível! Mas eu vou deixar isso pra uma futura resenha, assim posso descrever mais minha animação :)

Espero que tenham gostado, vejo vocês em breve
Au Revoir





Cada capa uma história #azul

Olá, como estão? Eu já mostrei aqui os livros que possuo com capas vermelhas. Porém acho que não é novidade que minha cor preferida de todos os tempos é azul, né? Realmente tenho um amor por essa cor, e suas variações. E se você pensar bem, as coisas mais bonitas do planeta possuem essa cor. Como o céu e o mar, infinitos e azuis. (tirei essa citação de "Procurando Nemo" hehehe) Brincadeiras a parte, hora de conhecer a pequena coleção de capas lindas e azuis que possuo.

"Desejos que chegam em capas azuis"

As Aventuras de Pinóquio: esse livro foi presente de uma amiga, e apesar de ele ser pequeno, ele não é uma edição de bolso. Ele parece um daqueles livros antigos, com histórias dos contos de fadas. Suas gravuras me fazer lembrar o trabalho de um artesão, bem coeso com a história, não acham?


Harry Potter e a Pedra Filosofal: eu possuo duas coleções da serie "Harry Potter", e essa da foto é uma que mostra o xadrez de bruxo, uma barbárie segundo nossa querida Hermione. A capa não é totalmente azul, mas os detalhes ficaram lindos <3


Garota Exemplar: ok, eu terminei esse livro e simplesmente fiquei sem fala, a resenha dele deve sair essa semana. Apesar de odiar capas com as imagens do filme, eu posso dizer que essa ficou até bonita. Você vê um por do sol ao longo de um rio, e o olhar de Amy, apesar de quase invisível, te prende de uma maneira estranha. E tudo isso sobre tons azuis. Eu só tiraria o Ben Affleck dali, bleh



Harry Potter e a Ordem da Fênix: então, duas coleções, certo? Esses foram os livros que eu li quando criança :) A melhor coisa dessas capas é que a ilustração continuava na contra capa, e ai você ficava super ansioso para chegar naquela parte da história, que nesse caso é o Ministério da Magia.  


Lua Azul: as capas da serie "Os Imortais" são realmente bonitas, é mais fotografia do que ilustração ou art, mas eu adoro. O único problema é que as vezes a capa não representa muito a história, mas isso já é outro assunto. O titulo do livro combinou bastante com esse post hehehe


Um Perfeito Cavalheiro: os livros da Julia Quinn sempre envolvem um casal e um desfecho previsível, mas continua sendo divertido viajar por outras épocas. De todos os livros que eu coloquei no post, talvez esse seja o que menos se vê a cor azul, mas eu acho que se você reparar bem, a cor está ali, sutilmente. Sutil e azul, parece poesia, né?


A Guerra dos Tronos: essa capa lembra a de Harry Potter, pois conta uma parte da história na sua ilustração, a diferença é que aqui é quase impossível ligar os pontos, assim como a história inteira de As Crônicas de Gelo e Fogo hehehe, senhor George espertinho.

Bom, eu sempre tento evitar falar muito sobre a história do livro, mas gosto de dar uma ideia do que as capas podem nos dizer, e cá entre nós, é muita coisa. 

Espero que tenham gostado, boa semana
Au revoir

Na estante: O Segredo de Jasper Jones

Aparentemente a onda de livros misteriosos vai continuar por um tempo aqui no blog. Minha queda por livros de suspense está cada vez mais fora de controle hehe mas enquanto houver bons livros, é preciso navegar, certo? "O Segredo de Jasper Jones" é um livro extremamente altruísta que reflete sobre a socialização e preconceito pelos olhos de Charles Bucktin, um garoto de 12 anos.
Eu não estaria sendo condescendente se falasse que "O Segredo de Jasper Jones" é provavelmente, o livro mais sincero que já tive o prazer de ler. É difícil de acreditar mas segredo de Jasper não é a parte mais importante do livro, com uma sacada genial, o autor nos faz entender que a parte mais importante do livro é a critica fervorosa que ele faz de uma sociedade em colapso. E isso tudo sem sair da história pela qual estamos interessados, e compramos o livro. A história de nossos heróis se passa na pequena cidade de Corrigan, na Austrália em 1965.
Charles, um garoto tímido e apaixonado por literatura se vê jogado dentro de um enredo completamente diferente do que ele poderia ter imaginado pra uma noite de insonia, e tudo isso graças a Jasper Jones. Jasper tem tudo que uma cidade como Corrigan possa odiar. Ele é mestiço, órfão de mãe e seu pai é alcoólatra. Ou seja, Jasper é completamente sozinho. Não há ninguém para o ajudar, ninguém para conversar, não há amigos, ou parentes que se importem. E talvez seja por isso, por essa completa assimetria que esses dois garotos conseguiram confiar um no outro, e criar uma amizade tão simples e sincera.
Outro personagem marcante é Jeffrey Lu, melhor amigo de Charles, que sofre bullying e preconceito por ter descendência vietnamita. Jeffrey é um dos personagens mais legais do livro, seus diálogos com Charlie são tão engraçados e engenhosos que quase me fizeram cair da cama de tanto rir. Os pais de Charles possuem grande influencia na história toda, assim como a cidade inteira tem uma parcela de culpa pelas injustiças que são cometidas. Entre um jogo sobre verdades e mentiras o autor exemplifica a exclusão se indivíduos com descendência aborígene na sociedade australiana. Injustiças, hipocrisia, sentimentos desconhecidos, raiva, culpa, são tantos sentimentos contados nesse livro, que fica difícil você escolher qual te marcou mais.












Como as relações humanas se desenvolvem e se mantém ainda é um mistério para mim. Pessoas podem ser a única luz acessa num mar de escuridão, a primeira e última oportunidade de alguém, como Charles foi para Jasper. Craig Silvey foi extremamente elogiado por ser um maravilhoso contador de histórias, e eu fiquei extremamente grata por ter tido a oportunidade de conhecer sua escrita. Leia o livro se você quer conhecer o segredo de Jasper. Leia o livro se você quer aprender mais sobre a cultura australiana ou simplesmente leia para ter um boa história de amizade para contar. O livro possui 276 páginas e é publicado pela editora Intrínseca uma das minhas favoritas <3

Espero que tenham gostado, e que o carnaval de vocês tenha sido ótimo 
Au revoir
© Não Seja Julieta. Design by Fearne.