1.20.2015

Na estante: Os Garotos Corvos

A única coisa que soube quando terminei de ler "Os Garotos Corvos" é que eu precisava da continuação o mais rápido possível. Mas se você mora em cidade do interior e é Domingo, as chances de encontrar o próximo livro são escassas. Sendo assim eu tive que me acostumar com a ideia de esperar alguns dias para poder continuar me aventurando pelas ruas de Henrietta, Virginia Ocidental.
Curiosamente, eu não li a sinopse desse livro. As vezes quando não tenho certeza se gosto do livro ou não, prefiro não ler sua sinopse e descobrir do que se trata a história por mim mesma. As sinopses servem para você conhecer o que vai ler, mas algumas vezes elas simplesmente estragam qualquer mistério. E se tem uma coisa que "Os Garotos Corvos" é, é misterioso. Mistério, intrigas, segredos de família, uma boa dose de geografia e história antiga e personagens cativantes e voilà, o romance perfeito está pronto.
Logo no começo do livro, somos apresentados a Blue Sargent, uma garota que possui uma família um tanto quanto atípica. Maura, sua mãe, Persephone e Calla suas tias e Orla sua prima são médiuns, podem prever o futuro, falar com os mortos, se conectar com os espíritos. Pois é, eu já torci o nariz logo no começo da história, porque não gosto muito de misticismo, mas esse livro me mostrou o misticismo de um ponto de vista diferente, e melhor eu diria. Blue não herdou os dons da família, porém por algum motivo, ela consegue deixar tudo mais intenso, sua presença serve como catalizador, seja na leitura de tarô ou nas suas futuras aventuras.
Também conhecemos Gansey, Adam, Ronan e Noah, garotos que estudam na Academia Anglioby e que apesar de serem amigos eles possuem diferenças sociais e pessoais gritantes, deixando a convivência deles ainda mais interessante. Sim, a autora faz questão de nos jogar 10 personagens em menos de 10 páginas do livro. Pode parecer confuso, mas você vai perceber que isso não é um problema, pois cada personagem possui uma personalidade distinta, os tornando autênticos e muito fáceis de identificar.
A história gira em torno da busca pela linha ley e dos caminhos que ela pode levar. Mas você vai descobrir eventos que fazem com que a aventura se torne única e muito bem contada. Maggie Stiefvater realmente me surpreendeu na construção de todos seus personagens. E pela caracterização de cada um. A história conta com várias lacunas, mas a autora não sente pressa em preenche-las, um dos motivos que fiquei tão intrigada para saber a história nos próximos livros. Eu acho muito bem vindo autores que não tem pressa em contar sua história. Que leve 7 livros ou 4, ou apenas 1, mas que seja coerente e no tempo certo.
















Emma lendo o livro depois de ler minha resenha (Emma sempre é a primeira 'pessoa' a ler minhas resenhas) 
 


Sim, consegui segurar o livro de ponta cabeça para a foto :) 
O livro é classificado como literatura juvenil, mas eu acho que ele pode agradar pessoas mais velhas. Tanto pelo enredo, como pelos personagens maravilhosos. É o primeiro livro da Editora Verus que tenho na minha estante, a capa é igual da versão americana, o corvo desenhado nela parece que foi pintado com pinceladas grossas e rápidas, um trabalho muito lindo. Foram 376 páginas que eu praticamente engoli em menos de uma semana, o livro é simples com uma história incrível a ser desenvolvida. E o próximo livro "Ladrões de Sonhos" chega nas minhas mãos nos próximos dias, mal posso esperar para contar para vocês :) O que acharam? Ansiosos para ler?

Au revoir

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