A Estrada da Noite


"Uma lenda do rock pesado, o cinquentão Judas Coyne coleciona objetos macabros. Em um estranho leilão na internet o roqueiro arremata o paletó de um morto, supostamente assombrado pelo espírito do antigo dono. Mas tudo muda quando o paletó finalmente é entregue na sua casa, numa caixa preta em forma de coração. O espírito do antigo dono do paletó parece estar em todos os lugares, mas o roqueiro logo descobre que o fantasma não entrou na sua vida por acaso e só sairá dela depois de se vingar."


Há alguns anos atrás existiu uma livraria aqui na minha cidade, e foi nela que eu tive meu primeiro contato com Joe Hill. Eu entrei na livraria e pedi ao atendente um livro de terror. E ele me indicou o "O Pacto". Na época eu não comprei o livro, e anos mais tarde eu me deparei com "A Estrada da Noite" em uma das promoções loucas♥♥♥ do Submarino

Jude Coyne é o nosso protagonista, que possui algumas variantes do proprio nome, hora chamado de Judas, por causa de sua banda de Heavy Metal, O Martelo de Judas, e hora chamado de Justin, pelos fantasmas do passado. Tenho que dizer que Jude não é nada simpático, você só começa a se apegar a ele lá pelo meio do livro. E então os fatos se sucedem com um euforia e encaixe perfeito. 

Para ser honesta, eu não lia um livro bom igual a esse desde "As Crónicas de Gelo e Fogo". E depois que você entra em contato com a escrita de George R.R. Martin você fica muito exigente. E Joe Hill me surpreendeu. Primeiro porque ele entende que uma história que se preze precisa possuir personagens secundários. É essencial. 

Os personagens secundários de "A Estrada da Noite" são sensacionais! Desde a namorada de Jude, Georgia, até a vó de Georgia, Bammy, que conta partes macabras de sua infância para o casal. O autor consegue nos mostrar de cada personagem o que precisamos saber, e assim, torcer para que Judas e Georgia permaneçam vivos até o final. E vençam o fantasma do homem morto.

Para quem gosta de cultura americana, esse livro explora um pouco dos costumes sulistas do país. E tem a música, o modo que Jude pensa sobre sua música faz com que ele se sintonize em uma única estação. Música (boa) é hoje, e sempre será um veiculo extremamente influenciável, que pode salvar as mais dispersas mentes.

Joe Hill está de parabéns, e estou ansiosa para ler outros livros dele, mas você poderia esperar menos de alguém que é filho de Stephen King? Você com toda certeza, não pode perder o caminho para essa estrada. :)

Au revoir

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